Os 11 maiores dinossauros já encontrado no Brasil | Superinteressante

(GeoPotinga/Wikimedia Commons)

Há 250 milhões de anos de idade, quando começou o período Triássico e surgiram os primeiros dinossauros, a massa de terra que hoje é chamado pelo ser humano do Brasil, não se assemelhava em nada ao nosso país. Para começar, a costa atlântica, hoje cortada em um design tão distinta, não existiu: foi colada na África (no que hoje é a América do Sul se encaixa feito uma peça de quebra-cabeça).

O tempo passou, as placas tectônicas fez a sua dança, os continentes deslizou para sua posição atual e alguns dinos, inevitavelmente, fossilizaram em nosso território. Alguns foram descobertos aqui. Outros foram descobertos primeiro em países vizinhos – e só depois de ter encontrado aqui.

De acordo com O guia completo dos dinossauros do Brasil, Luiz Eduardo Anelli, 23 espécies de dinos que foram identificados no Brasil (O SUPER referenciado na edição de 2015). O Atlas Virtual da Pré-História (AVPH), o mais up-to-date, discurso no 25. O número é incerto, pois há sempre dinossauros no processo de descoberta, diferentes critérios podem ser utilizados para incluí-los ou não na lista.

Os poucos ossos preservados são suficientes para os paleontólogos, que pertencem ao tamanho e a aparência desses animais, que viveram aqui, predominantemente, entre 120 milhões e 65 milhões de anos atrás.

Rayosossaurus sp.

Duração – 9 m

Altura – não pode ser estabelecida

Descoberto na Ilha do Cajual, Maranhão

Rayosossaurus é o nome de um gênero de dinossauros, cuja maior número de espécies foi encontrada na Argentina. Uma dessas espécies é o Rayosossaurus agrionensis. O brasil, no entanto, também tem a sua própria, que viveu 110 milhões de anos atrás.

Os fósseis de Rayosossaurus encontrados aqui foram tão fragmentada que não foi possível especificar quais as espécies que pertenciam, ou definir se, na verdade, pertenciam a uma nova espécie (semelhante, mas não idêntica, para os argentinos). É por isso que se usa o termo “sp.” em nome da ciência.

Apenas 17 dos mais de uma centena de vértebras, que, provavelmente, fez-se a coluna do indivíduo de escavação, foram encontrados. O nome Rayosossaurus faz referência ao local em que o primeiro exemplar argentino foi encontrado: uma formação geológica chamada Rayoso, ao sul de Mendoza.

Trigonosaurus pricei

Comprimento – 9,5 m

Altura – 4 m

Descoberto em Uberaba, Minas Gerais

O nome desse herbívoro é derivado da palavra grega para triângulo: trigónos. É que a espécie foi descoberta em 1947, na região do Triângulo Mineiro, no extremo oeste de Minas Gerais – especula-se que seu habitat estender para a Bolívia. Os ossos utilizado para identificá-lo, que perteciam, predominantemente, a coluna vertebral, estão no Museu de Ciências da Terra, do Departamento Nacional de Produção Mineral, no Rio de Janeiro.

Veja também

Amazonsaurus maranhensis

Amazonssauro
Amazonssauro

– (Luiz Fernando/Domínio Público)

Duração – 10 m

A altura de 3 m

Descoberto em Itapecuru-Mirim, Maranhão

A espécie, com a altura aproximada de um elefante africano, viveu em uma época em que as praias do Maranhão, eram apenas alguns quilômetros da costa da África – atualmente, a distância é de mais de 8 mil quilômetros.

A espécie foi descoberta em 2004, graças a cerca de 100 pequenos fragmentos de fósseis, com idade aproximada de 110 milhões de anos. Tudo indica que o elenco do dinossauro, logo após a sua morte, foi levado por um rio que não existe mais – e acabou encalhando em uma planície perto da boca, onde, ao longo de um longo período de tempo, os ossos foram banhadas pelas marés, e cobertos por sedimentos. A umidade no sítio paleontológico dificultado o trabalho de escavação e de reconstituição do esqueleto.

É importante, por ter sido o primeiro representante brasileiro da família Diplodocoidea, que continha o dinossauro de pescoço e cauda muito longa.

Baurutitan britoi

Duração – 12 m

Com altura de 3,5 m

Descoberto em Uberaba, Minas Gerais

Ele é um dos primeiros dinossauros catalogadas no Brasil, em 1957. Não se engane: o nome da espécie não tem nada a ver com o estado de são paulo cidade de Bauru. Esta é uma referência para a região da bacia sedimentar de Bauru, que se estende do Paraná para Minas Gerais e que tem preservado uma notável quantidade de fósseis de animais pré-históricos (incluindo o Trigonossauro, de que já falamos nos parágrafos anteriores).

Ele viveu há cerca de 70 milhões de anos atrás no final do Creatáceo, pouco antes da queda do famoso meteoro de Yucatán. A espécie foi reconstruída pelos paleontólogos, com base em apenas 18 vértebras articuladas na região da cauda.

Adamantisaurus mezzalirai

Duração – 12 m

Altura – 4 m

Descoberto em Flórida Paulista, São Paulo.

Como no caso de baurutitan, seu único ossos conhecidos são os de cauda: mais precisamente, seis vértebras coletados em 1959, pelo geólogo Sérgio Mezzalira (seu nome científico, Adamantissaurus mezzalirai, homenageia o descobridor).

A nova espécie de dinossauro, no entanto, só foi identificado em 2006 – 47 anos após a descoberta, graças aos dois paleontólogos da Unesp, que estudou os fósseis, encontrados pelos trabalhadores da ferrovia dicklist. Eles foram armazenados em um pequeno museu no Parque da Água Branca, em São Paulo.

O grande homem viveu 70 milhões de anos atrás, e eus possível que a espécie tem sido diretamente afetados pela queda do meteoro que terminou o período Cretáceo, há 65 milhões de anos.

Tapuiasaurus macedoi

Tapuiasaurus NT
Tapuiasaurus NT

– (Nobu Tamura/CC-BY-SA 3.0/Wikimedia Commons)

Duração – 13 m

Altura – 4 m

Descobriu no Coração de Jesus, Minas Gerais

Este é um dos caçulas da lista: ele foi o primeiro osso encontrado em 2004, por acaso, em uma fazenda no interior de minas gerais. A partir daí, os pesquisadores descobriram dezenas de fósseis, incluindo um dos crânios, a mais completa do mundo. O nome, formalizada em 2011, é um lembrete de “tapuia”, um termo genérico usado para ser usado para se referir aos índios que não falavam tupi e vivia no interior do país.

Veja também

Maxakalisaurus topai

Maxakalisaurus
Maxakalisaurus

– (Kabacchi/CC BY 2.0/Wikimedia Commons)

Duração – 13 m

Altura – 4 m

Descoberto em Prata, Minas Gerais

Seu nome é uma homenagem aos índios da etnia Maxacali, que viviam na região na qual ele foi encontrado, e o Deus que eles adoravam: Topa. A exploração do sítio arqueológico ele estava em um dos vários localizado na referida bacia sedimentar de Bauru – rendeu 6 toneladas de ossos, entre 1998 e 2002. Uma réplica completa do esqueleto do animal, com ossos feitos de resina, foi exposta no Museu Nacional da UFRJ, e foi destruído por um incêndio no último domingo (2).

O espécime encontrado pertencia a um animal jovem, que morreu de 80 milhões de anos. Os ossos tinham marcas de dentes e foram espalhados por todo o sítio arqueológico – um sinal de que ele foi morto por predadores para ligar para o almoço, e o que restou de sua carcaça foi pisoteado pelo gado.

Gondwanatitan faustoi

Comprimento – entre 8 m e 15 m

Altura de 2,5 m

Descoberto em Álvares Machado, São Paulo

No momento em que esta espécie viveu, havia apenas dois grandes continentes na Terra. Um deles foi Gondwana, cujas terras atualmente representam a América do Sul, África, Antártica, Austrália, península Arábica e na Índia. Isto tem contribuído para os herbívoros no clado Titanosauria (classificação que abrange a maioria dos dinossauros nesta lista) para espalhar em todos os continentes – só Antártica ainda não encontrei um.

O Gondwanatitan faustoi foi encontrado em 1983. Como muitos dos gigantes já foram mencionados, viveu há 80 milhões de anos, no final do Cretáceo.

Veja também

Uberabatitan riberoi

Replica de Titanossauro em Peirópolis
Réplica do Titanossauro em Peirópolis

– (André Borges Lopes/CC-BY-SA 3.0/Wikimedia Commons)

Comprimento – entre 15 m e 19 m

Altura – 4 m

Descoberto em Uberaba, Minas Gerais

O nome do clado Titanosauria é inspirado pelos titãs, gigantes da mitologia grega. E, embora o dinosaur national recém-descobertos são a cada dia mais, ainda é bom lembrar que os titãs como o Uberaba eram crianças perto de seus primos. Enquanto muitos titanossauros ultrapassou os 40 m de comprimento, os brasileiros raramente ultrapassa 15 m.

Isso não é pouco na escala humana, que é bem claro: apesar de não ser dos maiores, em relação aos seus contemporâneos, o riberoi pesava 16 toneladas, três vezes mais do que um elefante africano atual. Foram encontrados fósseis de três indivíduos, escavado entre 2004 e 2006 – 300 toneladas de rocha foram removidos no processo.

Antarctosaurus brasiliensis

Duração – é possível chegar a 40 m

A altura de 6 m

Descoberto em São José do Rio Preto, São Paulo

Antarctosaurus significa “lagarto do sul”, e brasiliensis tem o nome, porque as duas espécies são semelhantes foram encontrados na Argentina – país com 110 espécies de dinossauros catalogados desde 1887. Ele tinha a cabeça alongada, mas muito pequena, menor que a de um cavalo. Seus dentes eram todos iguais, sem molares, o que facilitou a mastigação de vegetais, tais como os animais herbívoros, como o de hoje.

Uma hipótese bastante plausível é a de que, para a moagem de de folhas, o suficiente para alimentar o seu enorme corpo, os dinos desta espécie comeu pedras! Depois de ingerido o “aperitivos” se acomodavam no estômago e contribuiu para o processo da viagem.

Austroposeidon magnificus

Comprimento – 25 m

A altura de 6 m

Descoberto em Presidente Prudente, São Paulo

O maior dinossauro, o brasileiro já identificados foi apresentado à comunidade científica em 2016, neste artigo. Como os outros membros da lista, foi um pescoçudo herbívoro, extra grande. “A descoberta comprova que existem grandes dinossauros do Brasil”, disse ao Terra, no momento, o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional. “Suspeita-lo por conta das descobertas, na Argentina, mas agora temos confirmado”.

Seus ossos foram salvos desde a década de 1950 na reserva técnica do Museu de Ciências da Terra no Rio de Janeiro, mas, por falta de fundos, somente foram analisados mais de 60 anos depois.

Fonte: O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil, Atlas Virtual da Pré-História (AVPH).

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